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11 janeiro, 2011

linha 12 (ou filosofia de bar 1)

Viver é um pesar árduo e gratuito. Hás as coisa que fazemos e isso é pra compensar a coisa chata que é viver. E se tudo o que fazemos é em prol disso, o que há de volta que nos alimenta tanto? Tudo aquilo que nós mesmos criamos pra isso; pra alimentar o caminho sem volta de viver.
Digo que o viver é gratuito e não me julguem mal por isso, nem pensem qualquer coisa. Apenas digam o que de fato os faz vivos. E eu lhes direi sem qualquer cerimônia: isso é uma necessidade criada por você e por todos que o cercam.

29 dezembro, 2010

Saudável Saudade

Sabe? Sanidade é algo que procuramos o tempo todo. Ser normal é ser são, lógico e certeiro em tudo. É na sanidade que se realiza a maior das aberrações contra nós mesmos. É lá, justamente nesse lugar deserto e estranho onde nos negligenciamos todos os dias, podamos não a copa mas a raízes. Parece estranho querer estar são. 
Agora mesmo, o meu pensamento se vai sem linhas num céu azul e sem nuvens, como num sonho, como o é. O que pesco neste momento mais leve é que a sanidade é como um freio. Não um freio de mão alucinante a sabe-se lá quantos quilômetros por hora sem aviso prévio. Mas um freio mastigante, intermitente e eterno.
Foi encucado em nós, não apenas no pensar sobre nós, que é bonito ser são.
De fato, o que penso é que adjetivaram o que há muito urge por ser verbo. Somos. Os sãos de alma, são, na verdade, doentes na cara e as ações limpas sem cheiro e harmoniosas nas extremidades não são mais que a chatice de viver assim como quem quer tudo, mas não ao mesmo tempo.
Todos os dias em que entrar no banheiro de agora em diante, e em todos os espaços, darei o direito a mim mesmo de liberdade incondicional. Minto. Liberdade condicionada ao que, em mim, constrói o que há de mim de mais estranho. E não só eu.
Que esse seja o desejo mais puro de ano novo que se possa ter. 
Que tenha a liberdade de nunca ser realizado, como todos os outros desejos sãos.

24 agosto, 2010

Verdades do inferno

Todos os dias, não importa se começam à tarde ou mesmo se se esticam por mais que os limites de seu sono, trazem tristezas miúdas e feridas latentes. A maneira de vivermos bem ou não está em escolhermos bem o que sofrer e o que ignorar. É estúpido ter que escrever isso de tão óbvio que é. Ainda assim, os dias continuam em sua peregrinação bruta e melancólica de machucar. Mas não há lamento nisso. Há constatação.

Me alegra ler coisas novas na Feira - e me satisfaz escrever isso - porque esta cidade pra mim é o síbolo de novidade e renovação que encontro como força de maravilhar-se. Sabia isso há mais tempo. Mas só agora, no momento em que mais me fecho, consigo enxergar com esses olhos compridos que jamais soube existir. Digo isso em todos os planos que conheço exisitr. A maior de minhas descobertas é o sentimento pegajoso que me gruda na cama ou deixa marcas de mim no quarto que aspira o que tenho me tornado nesses últimos meses.

A menor, contudo, é o sentimento do mundo. O mundo pequeno envolvido  no sistema indescritível ainda de tantos corpos e cabeças ora habitadas, ora não. Esses sentimentos que causam medo; pudéssemos viver sem eles, talvez não fosse vida, mas seria mais feliz...mais tranquilha, talvez. 

Mas há a melhor. A melhor descoberta de meus dias aqui envolvida em mim são os outros. Os outrso que não existem e passeiam pela magia de encontrar-se sem o encontro. O virtual observado de frente. E se tantos outros já atestaram esse novo movimento - já não novo, quase caduco - o que me deixa atônita é a recriação de verdade postada em blogs, miniblogs, mensagens e conversas onde as expressãoes são aproximadas do que se imagina como expressão.

Para entender, converso comigo por vezes e se não posso considerar os animais aqui presos como interlocutores, então, dou o braço àqueles que me dizem solitária de fato. Mas, são nesses papos de mim pra mim que entendo como a verdade se forma e é possível. Dá mesma forma que tenho tantas expressões faciais, nunca vistas por outro além de mim com os olhos iinvertidos, tenho a liberdade das expressões alheias que imagino. Isso quer dizer que a expressão do outro, atestados de aprovação, maravilha ou medo, não é mais que a expressão prolongada de mim ou da minha mesmo desdobrada para cumprir as necessidades do interlocutor inexistente... O fato é que minha verdade é moldada antes da aprovação da expressão alheia já que essa existe antes e eu a conheço por ser a  minha própria.

Acontece, então, que o mundo virtual permite a idealização de perfeito entre os povos que é a transparência de opiniões, sugestões, conselhos e dizeres. Acontece que a perfeição do contato é a impessoalidade. Isso nos aproxima mais e mais. É permitido olhar, apenas olhar, desaprovar, concordar ou não, mas sem correr os riscos da coerção a que estamos sujeitos todos os dias. Ela semrpe estará lá. Mas posso escolher aceitá-la. Pra isso, basta criar partes de mim fortes o suficiente para encará-la enquanto me preservo de enfrentar sua fúria.

Óbvio, fora isso, o pacto de hipocrisia necessário para a paz de todos, sendo essa,  a variável que permite a existencia de todas as coisas. E estará sempre aí para permitir que as pessoas toquem a si mesmas todos os dias, sorriam umas para as outras e aceitem suas mentiras tacitamente. Fora isso, aceitemos a vivência impessoal como a ideal de todos os tempos. Ou não.

E 'não' para tudo o que foi dito antes.

Quanto a Feira, a maneira magistral que aboia seu bando todos os dias me diz mais que o silêncio das paredes amareladas pela chuva e pelo môfo. E vejo sua gente bonita gritando em todos os lugares: nos malditos ônibus, nas benditas ruas de espera, nas malditas bancas de tudo e nos virtuais cenários das vontades. É assim que me perco na Feira de todo dia, pela trivialidade das conversas, pelas espotanêidade de outras e pelos dizeres dos novos construtores que, se não os vejo com esses olhos de desespero em luz real, é por esssa luz verdadeira e verdadeira msm que me cego aqui.

De resto, no fim, o discurso é cruelmente sarcástico quando toma conta dos seres e eles nem percebem o que está acontecendo. Basta observar para temer. E depois, pegue a porra de sua merenda e dê para sua mãe!