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11 janeiro, 2011

linha 12 (ou filosofia de bar 1)

Viver é um pesar árduo e gratuito. Hás as coisa que fazemos e isso é pra compensar a coisa chata que é viver. E se tudo o que fazemos é em prol disso, o que há de volta que nos alimenta tanto? Tudo aquilo que nós mesmos criamos pra isso; pra alimentar o caminho sem volta de viver.
Digo que o viver é gratuito e não me julguem mal por isso, nem pensem qualquer coisa. Apenas digam o que de fato os faz vivos. E eu lhes direi sem qualquer cerimônia: isso é uma necessidade criada por você e por todos que o cercam.

29 outubro, 2010

linha 11

O que causa em mim essa vontade de continuar apesar das agonias noturnas e dúvidas diárias. O que me faz curiosa apesar disso tudo. É a iminência. A iminência de estar vivo. A iminência de que chegue a qualquer instante. Iminente desejo, espera queixosa.

17 outubro, 2010

linha 10

Queria escrever ontem aqui pra que todos ouvissem sobre minhas conclusões de olhar e céu. Mas acontece que, hoje, nada lembro de ontem. A vida costuma ser assim, passageira demais e eu sempre parando e dando tempo ao lamento. E não é nada, mas acontece que, ontem, de hoje eu nada sabia. No entanto, eu li que Bandeira dava bandeira de seus afetos fraternos em suas crônicas cínicas de crítico autor dissimilado que dissimula o próprio Ser derramado no olhar e na sua poesia futura, presente e que todo dia passa por mim! O que acontece, é que tudo isso pode não ser válido e, de qualquer forma, é nenhuma poesia. O que aconteceu é que preciso de todos!

29 setembro, 2010

linha 9

Gostaria sinceramente de ter algo que pudesse relatar de triunfante ou mesmo bonito. Mas o fato é que tenho estado tão sem jeito, que os caminhos que as coisas tomaram são assim tão estranhos. Não há nada que se possa fazer senão por a cabeça nesse rumo e daí esperar a tempestade ou o que vier. O que é mesmo é que, agora, queria apoiar-me nos braços e chorar. Mas sequer motivos pra chorar tenho.

27 setembro, 2010

linha 8

Durma bem, ó criança, e durma bem perto de mim. Põe tua mão e traz a inocência de volta ao meu peito que as chances de morrer se foram. Não há nada além do que nos transformamos dia após dia, mas é tua mão que acalenta meu sono. Não tem pureza  nesse lugar, mas tu trazes a paz da estranha esperança; que não cessa, que não me abandona. Ilusão é teu nome. Mas é justamente de ilusão que vivo.

21 setembro, 2010

linha 7

Hoje é o dia em que procuro o cheiro de algo qualquer, um cheiro de querer consigo perceber os tons e notas de madeira ou flor, medo ou qualquer coisa. Logo, o dia começa com esse céu e esse sol e esses pássaros que nos vigiam...logo quando ouvi essa música que ainda toca e senti essas mãos, as minhas ainda, não sabia que não sentia... ainda procuro. Cheiro de algo novo que me tire daqui; um cheiro novo, dia novo, pássaros novos também.

19 setembro, 2010

linha 6

Certeza que as coisas continuam todas no mesmo lugar. Nada foi roubado ou desorganizado aqui, a não ser pelo roubo de mim que fizeste noite passada. Também não levaste nada, não deixaste também. Problema é não encontrar razão para perder-se. Meu corpo abandonado; sequer o desejo toca a pele sob raios de sol. À salvo e preso, em casa e fora de perigo. Eis o que me assusta.

12 setembro, 2010

linha 5

Às vezes, me demoro em frente ao espelho e fico assim por alguns longos minutos. Fico tentando me apaixonar por mim, mesmo, e penso sobre o quanto isso é difícil conhecendo-me tanto e tão profundamente. Penso também sobre como não sei nada de mim. Mas paixão não tem nada que ver com saber...

30 agosto, 2010

linha 4

Se houver uma só maçã que valha a pena, quando tudo se perde, a safra é boa. É a maçã que escolhe quando brotar. Ou não é uma boa maçã, então...

28 agosto, 2010

linha 3

Coisas boas para uma noite preguiçosa: houvesse coisas boas, não seria uma noite preguiçosa!!

18 agosto, 2010